
7.4
light decline e a tristeza pueril são meios com os quais o projeto great area atribui suas narrativas sobrepostas a samples manipulados. É um clássico soterrado pela casualidade do sistema, se fosse, ou se tivesse maior reconhecimento, certamente estaria no topo dos favoritos do ano para qualquer usuário desses sites agregadores.É inteligente, por um lado choca com o que é pífio, mas mantém sempre elevada a sua energia cuidadosa, irônica e destemida quando se trata de dar vida a sons que vão desde o baixo do The xx em “pest” até ao pop quase psicodélico de Cindy Lee em “the laws of physics” e “100% enthusiastic”.
Embora tenha que lidar com o que temos hoje na música, em termos de modo de produção, cuja amostragem raramente constitui uma liberdade, light decline é engraçado, não pela energia DIY, mas por aparentar, na sonolência vocal, essa própria “mão na massa” usada pelo projeto como ponto firme de sua criação. É quase metalinguístico, porque fazer música é um ato de puro entusiasmo. Entusiasmo triste? É isso aqui.