
7.0
Há duas coisas estranhas sendo feitas aqui. A primeira, e mais óbvia, são as batidas desorientadas de Rian Treanor, criadas a partir de dispositivos que ele manipula como Björk naquele vídeo em que explora a parte de trás de uma TV de tubo. A segunda são os vocais de Cara Tolmie, que canta entre grunhidos, às vezes proferindo as palavras como se fossem facas penetrando em seu estômago.O esforço de ambos para unir essas duas forças é colossal, e chama atenção o fato de que isso funciona. A abertura, “As the Unified Field Bursts”, soa como golfinhos brincando num mar de pregos, nadando enquanto sentem o ferro dos instrumentais de Rian perfurar suas peles, descritas pela emoção de Cara.
“Out Of”, por sua vez, volta-se para um minimalismo penetrante, com Cara proferindo palavras calmamente enquanto batidas secas – que habitam algum espaço do UK bass – e lasers dispersos dão ritmo à faixa, que se destaca das demais por abandonar o espírito aventureiro de outrora. Deixa claro o tom de inovação que Body Lapse ocupa como dispositivo tanto musical quanto tecnológico e de linguagem.
“Inuti - I” é o domínio perfeito disso tudo. Cara programa cortes em sua voz, ela mesma os interrompe, impede que se estendam pela confusão de fundo que Rian cria com sons agudos, metálicos e de alta precisão, servindo como tratamento exterior às melodias tortas e derradeiras que constroem juntos. Você provavelmente nunca ouviu absolutamente nada parecido com isso.
“Inuti - I” é o domínio perfeito disso tudo. Cara programa cortes em sua voz, ela mesma os interrompe, impede que se estendam pela confusão de fundo que Rian cria com sons agudos, metálicos e de alta precisão, servindo como tratamento exterior às melodias tortas e derradeiras que constroem juntos. Você provavelmente nunca ouviu absolutamente nada parecido com isso.