Mc Prr Felipinho - Marcolandia



7.2

É de conhecimento geral que a maioria dos lançamentos de EPs ou LPs de funk nos últimos meses vêm acompanhados de um rollout que, mais do que apresentar características próprias de produção e/ou estilo, tende a fazer uma espécie de tour por algumas marcas conhecidas do gênero que têm ocupado cada vez mais a cena.

Os exemplos são muitos e incluem peças recentes como 30XMAGO, Mandelãoworld, Oh Guina, Expedição a Terra do Funk e outras. O que todas elas têm em comum, no entanto, são as particularidades que remetem à sonoridade, aos instrumentais e a toda a temática que advém desses elementos. Marcolandia, no entanto, parece focar mais no toque MC, ou seja, em letras em concordância com a sonoridade. Está mais próximo do funk paulista mainstream do que podemos imaginar, o típico talvez mais comum.

Isso, no entanto, não impede que o álbum demonstre claros avanços sonoros, pois, como dito anteriormente, ele também captura a ideia de explorar o estilo inconfundível de São Paulo. Para isso, é montada uma equipe ao longo de vinte faixas, que reúnem referências dos bailes locais, sonoridades que vão do ritmado, ao mega e até beats mais diferenciadas nesse contexto de padrões de MC, como o beat bolha.

É um álbum cuja diversidade pode ser notada em sua totalidade de significados que vão além das idas e vindas do Mc Prr Felipinho e seus inúmeros convidados, DJs e MCs que individualmente somam seus signos como parte desse quase resumo do funk paulista – agora, mais do que nunca, em uma escala bem distante da experimentação cacofônica.
Matheus José

Graduando em Letras, escreve sobre música há uma década. Editor do remixe, também colabora com diferentes publicações sobre cultura e música.

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