Decoder - Vaanavil



7.0

O novo EP de Decoder, Vaanil, não se preocupa com texturas complexas ou arranjos melódicos duros que remetem ao tom mecânico já muito explorado do techno, pelo contrário, sua estrutura é maleável, acessível ao máximo e conta com batidas que colorem as pistas através de uma combustão entre o minimal e o deep techno.

Isso porque, em tâmil, vaanavil significa “arco-íris”, e o EP parte justamente dessa premissa para se efetivar. Em “Quickly”, por exemplo, as batidas assumem, inicialmente, uma característica elástica, que vai aos poucos sendo recheada por um eco de fundo construído por elementos um tanto orgânicos.

Enquanto “Cases” é mais direta ao ponto. A faixa surge com batidas de tambores estrondosos, o que impõe um aspecto natural muito interessante, vez que essas batidas recorrem a estrutura do próprio techno para produzir tal efeito.

Soma-se a esses pontos, o teor orgânico e natural, a desenvoltura de Decoder de agrupar elementos que já são definidores da sua trajetória pela música eletrônica. Muito por isso este EP é um pontapé inicial assertivo ao seu selo TAP, em parceria com Jay York.
Matheus José

Graduando em Letras, escreve sobre música há uma década. Editor do remixe, também colabora com diferentes publicações sobre cultura e música.

Postagem Anterior Próxima Postagem