
7.5
A raiz da maior parte dos melhores movimentos musicais na era digital está no mashup, que combina tanto técnicas de remixar quanto de reimaginar faixas, condensá-las e criar, a partir disso, algo novo. status update music, de leroy (Jane Remover), atua prontamente para tornar evidente a sua forma de criar uma espécie de movimento próprio, apoiado em estilos como o dariacore e deconstructed club. O resultado é um dos discos mais divertidos de 2026.
Começa com o fato de se atentar a uma escolha certeira de faixas, e por criar mesclas que beiram o impensável. É impossível – na real, é bem possível, mas didático demais – ficar listando todas as músicas ou gêneros que leroy explora ao longo do disco. A sua curadoria se efetiva através de manipulações de amostras – que vão além das faixas padrões de música pop, contendo também efeitos de videogames – em alta velocidade e da perfuração do EDM ao modo como tem reproduzido em lançamentos da sua matriz artística, Jane Remover.
Aqui, os samples são triturados ao extremo (“I DID THIS FOR US”), desconfigurados de suas bases pop (“#BOYLETMEKNOW”) e por vezes longe de serem interrompidos por quaisquer barreiras físicas que impeçam sua explosão sintética (“RIGHT NOWWW (TEAR ME APART)”). Essa quase necessidade de imputar um maximalismo sensorial se aproxima muito de outras formas de eletrônica experimental que têm como base a colagem e a reimaginação. A diferença é que status update music parece estar nem aí para formalizar a sua forma. Por isso os momentos finais, essencialmente a sequência “GET UGLY”, “IN EVERY LIFETIME (TOGETHER LIKE THIS)” e “Summer Fling” representam bem tudo aquilo feito no decorrer do projeto.
É quase uma tríade de rawstyle, dubstep e bubblegum bass que dividem os três ritmos, todos incessantemente rápidos, com exceção da última, “Summer Fling”, que além de reduzir a carga extasiante que atinge, exibe o ponto mais ambiciosamente humano de leroy, sobretudo pela forma como parece cristalizar sua devoção pela música pop. É um pop perfeito, que remete aos tempos áureos do hyperpop ao estilo que Jane criou, na crista da onda do movimento que se extinguiu. Por isso, é uma homenagem também.
Começa com o fato de se atentar a uma escolha certeira de faixas, e por criar mesclas que beiram o impensável. É impossível – na real, é bem possível, mas didático demais – ficar listando todas as músicas ou gêneros que leroy explora ao longo do disco. A sua curadoria se efetiva através de manipulações de amostras – que vão além das faixas padrões de música pop, contendo também efeitos de videogames – em alta velocidade e da perfuração do EDM ao modo como tem reproduzido em lançamentos da sua matriz artística, Jane Remover.
Aqui, os samples são triturados ao extremo (“I DID THIS FOR US”), desconfigurados de suas bases pop (“#BOYLETMEKNOW”) e por vezes longe de serem interrompidos por quaisquer barreiras físicas que impeçam sua explosão sintética (“RIGHT NOWWW (TEAR ME APART)”). Essa quase necessidade de imputar um maximalismo sensorial se aproxima muito de outras formas de eletrônica experimental que têm como base a colagem e a reimaginação. A diferença é que status update music parece estar nem aí para formalizar a sua forma. Por isso os momentos finais, essencialmente a sequência “GET UGLY”, “IN EVERY LIFETIME (TOGETHER LIKE THIS)” e “Summer Fling” representam bem tudo aquilo feito no decorrer do projeto.
É quase uma tríade de rawstyle, dubstep e bubblegum bass que dividem os três ritmos, todos incessantemente rápidos, com exceção da última, “Summer Fling”, que além de reduzir a carga extasiante que atinge, exibe o ponto mais ambiciosamente humano de leroy, sobretudo pela forma como parece cristalizar sua devoção pela música pop. É um pop perfeito, que remete aos tempos áureos do hyperpop ao estilo que Jane criou, na crista da onda do movimento que se extinguiu. Por isso, é uma homenagem também.