
7.0
A complexidade com que Nicolini constrói as faixas de seu novo álbum, Quita Maldicion, beira não apenas a efusão de estilos erguidos em torno do hyper riddim, como também se aproxima de técnicas multimodais da eletrônica experimental baseada em amostragem e colagem, que vêm se popularizando através das abordagens de artistas latinos.
A questão é que Quita Maldicion, apesar de remeter a essas formas, está longe de se associar diretamente a elas a ponto de corresponder com exatidão às suas premissas. Pelo contrário. No que se refere à própria maneira de criar do artista, o álbum soa avesso a investidas mais profundas nessas direções. Por isso, momentos como “Chi Star” revelam tanto a prensagem sonora de elementos vistos como lúdicos – e até mesmo situados na fronteira do pop, pela construção de ritmo dada através de versos e estruturas mais padronizadas – quanto a incursão de outros elementos, como cordas, sirenes, explosões e tudo aquilo que possa se ajustar à ausência de estruturas, embora elas continuem sendo buscadas.
Essa busca por alguma estrutura é justamente o que define a nova empreitada de Nicolini nas microtendências da eletrônica experimental. De certa forma, trata-se da tentativa de estabelecer sua própria estrutura, algo que fica evidente em “Deep Tissue Killa Riddim”, melhor momento de todo o álbum justamente pela sobreposição insana de amostragens e texturas semi-pop que entram em combustão, gerando uma espécie de ritmo que percorre duas frequências distintas, lado a lado, enquanto uma avança, a outra retorna.
Enquanto uma é sustentada pela percussão, a outra se apoia em batidas sintéticas recheadas de fragmentos vocais. O final da faixa deixa evidente o motivo de tudo funcionar tão bem, pois é justamente quando esses elementos se separam e passam a existir de forma isolada.
A questão é que Quita Maldicion, apesar de remeter a essas formas, está longe de se associar diretamente a elas a ponto de corresponder com exatidão às suas premissas. Pelo contrário. No que se refere à própria maneira de criar do artista, o álbum soa avesso a investidas mais profundas nessas direções. Por isso, momentos como “Chi Star” revelam tanto a prensagem sonora de elementos vistos como lúdicos – e até mesmo situados na fronteira do pop, pela construção de ritmo dada através de versos e estruturas mais padronizadas – quanto a incursão de outros elementos, como cordas, sirenes, explosões e tudo aquilo que possa se ajustar à ausência de estruturas, embora elas continuem sendo buscadas.
Essa busca por alguma estrutura é justamente o que define a nova empreitada de Nicolini nas microtendências da eletrônica experimental. De certa forma, trata-se da tentativa de estabelecer sua própria estrutura, algo que fica evidente em “Deep Tissue Killa Riddim”, melhor momento de todo o álbum justamente pela sobreposição insana de amostragens e texturas semi-pop que entram em combustão, gerando uma espécie de ritmo que percorre duas frequências distintas, lado a lado, enquanto uma avança, a outra retorna.
Enquanto uma é sustentada pela percussão, a outra se apoia em batidas sintéticas recheadas de fragmentos vocais. O final da faixa deixa evidente o motivo de tudo funcionar tão bem, pois é justamente quando esses elementos se separam e passam a existir de forma isolada.