
7.9
À medida que novos selos de música eletrônica vão surgindo, novos ecossistemas vão se criando e se expandindo, e acabam por mesclar muito do que já existe ou do que ainda pode se criar. Essa tendência em torno dos selos já é uma tradição, vez que do mais conhecido ao mais desconhecido; todos se organizam da mesma forma. E, quando chega a hora de definir sua presença definitiva em determinada cena, lançam discos como este, reunindo diferentes abordagens em uníssono.
O mais recente agrupamento do selo Kino Disk, American Dub Electronics, não foge da regra, mas tem uma maneira própria de contorná-la. Isso porque o selo vem focando, desde 2024, em aproximar a linguagem de todos seus artistas, mesmo aqueles que não se relacionam por completo ou de forma fixa com o dub, para criar uma espécie de similitude que pode ser reconhecida de longe.
O grande destaque do selo, e que ajudou a criar essa afinidade entre seus nomes, é o disco 8004, de 8004, lançado ano passado, e que está presente na minha lista dos melhores discos de música eletrônica da década de 2020 até agora. Sua presença aqui encerra o disco com a faixa “8006”, um golpe direto na calmaria que sustenta parte da obra. Sua ida ao dub é perturbadora, dá a impressão de ser mais metálica e dura do que nunca, ao mesmo tempo que dispensa o tom minimal, passa longe de aderir a qualquer outra coisa que não a repetição como meio de converter sua estética ao que o selo busca integrar neste registro. É o ponto alto.
Vale notar também a presença de texturas que não apenas flertam com o dub e suas variações, mas também com a criação de atmosferas baseadas em gravações e métodos analógicos de transmutação sonora, o que compreende outra marca registrada dos artistas do selo Kino Disk. A faixa “Changeling”, de Ring, exemplifica bem esse aspecto do álbum, começando com uma dinâmica bastante direta de ecos e sussurros agrupados, utilizando-os como base para ancorar os estalos e as batidas esporádicas que, intermitentemente, assumem o controle da estrutura da música. Essa característica não é geral, mas pode ser percebida em quase tudo colocado aqui. Uma unidade que se difere, mas se aproxima o tempo todo.
O mais recente agrupamento do selo Kino Disk, American Dub Electronics, não foge da regra, mas tem uma maneira própria de contorná-la. Isso porque o selo vem focando, desde 2024, em aproximar a linguagem de todos seus artistas, mesmo aqueles que não se relacionam por completo ou de forma fixa com o dub, para criar uma espécie de similitude que pode ser reconhecida de longe.
O grande destaque do selo, e que ajudou a criar essa afinidade entre seus nomes, é o disco 8004, de 8004, lançado ano passado, e que está presente na minha lista dos melhores discos de música eletrônica da década de 2020 até agora. Sua presença aqui encerra o disco com a faixa “8006”, um golpe direto na calmaria que sustenta parte da obra. Sua ida ao dub é perturbadora, dá a impressão de ser mais metálica e dura do que nunca, ao mesmo tempo que dispensa o tom minimal, passa longe de aderir a qualquer outra coisa que não a repetição como meio de converter sua estética ao que o selo busca integrar neste registro. É o ponto alto.
Vale notar também a presença de texturas que não apenas flertam com o dub e suas variações, mas também com a criação de atmosferas baseadas em gravações e métodos analógicos de transmutação sonora, o que compreende outra marca registrada dos artistas do selo Kino Disk. A faixa “Changeling”, de Ring, exemplifica bem esse aspecto do álbum, começando com uma dinâmica bastante direta de ecos e sussurros agrupados, utilizando-os como base para ancorar os estalos e as batidas esporádicas que, intermitentemente, assumem o controle da estrutura da música. Essa característica não é geral, mas pode ser percebida em quase tudo colocado aqui. Uma unidade que se difere, mas se aproxima o tempo todo.