
7.3
O britânico Duckett há muito tempo investe em lançamentos que traduzem sua devoção pela transmutação de ritmos que ocupam o imaginário de meia dúzia de pessoas fascinadas pelos sons originados no Reino Unido e espalhados pela Europa através de percussões e linhas de baixo levemente funkyadas. Mesmo quando as batidas secas do drum and bass rompem com suas características mais basilares e reduzem os 170 para 140 bpm, como acontece na abertura “Madoc Street”.Em outros momentos, sua fixação por percussões irregulares parece fazer de tudo para se destacar. “South Parade” pode até soar divertida, com bipes que penetram no cérebro como o tuim do funk paulista, mas sua estrutura altamente sintética – ainda que recheada de batidas semi-naturais – abre caminho para o tribal de “Kings Road”, faixa que parece querer ser mais techno do que qualquer outra coisa. A verdade é que Duckett já não tem mais o que inventar, e isso é ótimo. Por isso que ele trabalha nessa experimentação constante de mesclar estilos enquanto retorna, repetidamente, às suas características club britânicas mais fundamentais.