
Embora algumas das melhores faixas do produtor Rosa – como as duas peças de seu mais recente EP, Bike Club, além de seu melhor híbrido entre funk e eletrônica formal do ano passado, “Tacola” – entreguem uma atmosfera profundamente urbana, sua nova parceria com o também produtor OSK, “DRY”, soa brutalmente desértica, seca a um nível em que suas batidas mais parecem disparos ao alvo no meio de um reservatório de concreto vazio. Abismal, cheia de eco. É, por um lado, apocalíptica.
Sua marca four-on-the-floor faz da própria repetição um estado de humor, como se Rosa e OSK não pensassem em nada além de recorrer a esse som duro para firmar o ponto alto da faixa: os elementos que surgem a partir desse alicerce. Há, em sua virada, uma introdução de bateria que antevê um solo inteiramente tomado por bumbos perfuradores e snares inseridos entre eles, mantendo uma distância calculada uns dos outros. É quase tribal-trance, num nível que beira a psicodelia mecânica do techno.
Sua marca four-on-the-floor faz da própria repetição um estado de humor, como se Rosa e OSK não pensassem em nada além de recorrer a esse som duro para firmar o ponto alto da faixa: os elementos que surgem a partir desse alicerce. Há, em sua virada, uma introdução de bateria que antevê um solo inteiramente tomado por bumbos perfuradores e snares inseridos entre eles, mantendo uma distância calculada uns dos outros. É quase tribal-trance, num nível que beira a psicodelia mecânica do techno.