
6.9
F*CK U SKRILLEX YOU THINK UR ANDY WARHOL BUT UR NOT!! <3 é um dos melhores álbuns de Skrillex por uma razão: aproveita algumas das marcas que o produtor deixou no EDM ao longo da década de 2010, reduzindo-as a passagens rápidas, colagens e viradas quase imprevisíveis, tudo atravessado por uma energia dub que nunca havia sido testada daquela forma, nem por ele, nem por ninguém.
Em seu novo álbum, SOMA, acontece justamente o oposto. É como se Skrillex voltasse suas intenções para a criação de faixas mais complexas – ou para aquilo que ele entende como complexo – e, por isso, elas acabam soando rebuscadas demais. Na pior das hipóteses, o disco dá a impressão de ter sido propositalmente arquitetado para comportar ideias quase megalomaníacas, que isoladamente são boas, mas que, reunidas, soam bastante embaraçosas.
Um dos melhores exemplos disso é a excelente “Thistle”. A parceria com Blawan, Randomer e MC Dricka consegue comportar muito bem as premissas de cada artista envolvido. As batidas de Blawan, e a própria estrutura que imita um funk, criam texturas que apontam para uma exploração estética muito interessante e inspirada, remetendo ao Skrillex de 2025 que não queria provar nada a ninguém, apenas fazer. O mesmo vale para “Noche Without You”, com Feid. As cordas que introduzem os versos em espanhol geram uma espécie de melancolia confortável, doce de ouvir. É um dos grandes momentos do álbum porque, por mais que dê a impressão de ser superficial, não teme ser exatamente isso.
Diferentemente de “Pente Rala”, outra parceria com MC Dricka, que traz novamente o funk, desta vez com o dedo de DJ 2K DO TAQUARIL e Dismantle. O problema é que a faixa soa baixa, sem volume ou texturas suficientes para expressar algo marcante do gênero, como acontece quando tentam imitá-lo em “Thistle”. Parece os funks em espanhol de Anitta, ou seja, tão sem vida quanto enfadonhos.
A colaboração com RHR em “É o Bonde”, outra faixa em que o funk brasileiro assume a dianteira, ainda que de forma menos óbvia, funciona pelo simples fato de RHR já saber misturar funk com a eletrônica formal que Skrillex domina. O resultado, portanto, é melhor e muito mais vivido, algo de que SOMA carece em boa parte do tempo, especialmente em momentos como “La Noche 2” e “Diwali”, faixas que parecem ter saído de algum festival popular que escala DJs de eletrônica para agradar todos os públicos. O problema de querer agradar a todos é acabar criando algo apático.
Em seu novo álbum, SOMA, acontece justamente o oposto. É como se Skrillex voltasse suas intenções para a criação de faixas mais complexas – ou para aquilo que ele entende como complexo – e, por isso, elas acabam soando rebuscadas demais. Na pior das hipóteses, o disco dá a impressão de ter sido propositalmente arquitetado para comportar ideias quase megalomaníacas, que isoladamente são boas, mas que, reunidas, soam bastante embaraçosas.
Um dos melhores exemplos disso é a excelente “Thistle”. A parceria com Blawan, Randomer e MC Dricka consegue comportar muito bem as premissas de cada artista envolvido. As batidas de Blawan, e a própria estrutura que imita um funk, criam texturas que apontam para uma exploração estética muito interessante e inspirada, remetendo ao Skrillex de 2025 que não queria provar nada a ninguém, apenas fazer. O mesmo vale para “Noche Without You”, com Feid. As cordas que introduzem os versos em espanhol geram uma espécie de melancolia confortável, doce de ouvir. É um dos grandes momentos do álbum porque, por mais que dê a impressão de ser superficial, não teme ser exatamente isso.
Diferentemente de “Pente Rala”, outra parceria com MC Dricka, que traz novamente o funk, desta vez com o dedo de DJ 2K DO TAQUARIL e Dismantle. O problema é que a faixa soa baixa, sem volume ou texturas suficientes para expressar algo marcante do gênero, como acontece quando tentam imitá-lo em “Thistle”. Parece os funks em espanhol de Anitta, ou seja, tão sem vida quanto enfadonhos.
A colaboração com RHR em “É o Bonde”, outra faixa em que o funk brasileiro assume a dianteira, ainda que de forma menos óbvia, funciona pelo simples fato de RHR já saber misturar funk com a eletrônica formal que Skrillex domina. O resultado, portanto, é melhor e muito mais vivido, algo de que SOMA carece em boa parte do tempo, especialmente em momentos como “La Noche 2” e “Diwali”, faixas que parecem ter saído de algum festival popular que escala DJs de eletrônica para agradar todos os públicos. O problema de querer agradar a todos é acabar criando algo apático.