
7.0
Embora exista uma separação formal muito rígida de estilos de eletrônica a depender de seus BPMs, projetos como o da dupla de Vancouver Greazus, PPLINDHAUZ, sabe lidar com essa divisão a fim de criar um som que não apenas seja modelado, mas também capaz de avançar de um BPM para outro sem uma rigidez definidora. Neste EP, o segundo deles para Defrostatica, eles fazem exatamente isso.Chama atenção a forma como estilos que se dão pela padronagem de certos BPMs acabam ganhando espaço no decorrer das alterações que passeiam dos 130 aos 150 BPMs muito rapidamente, num piscar de olhos, como é feito em “Underground Station”, uma peça focada na força que bumbos e claps quase mecânicos assumem ante uma percussão que soa, por um lado, bastante natural. É o tipo de som que não só acerta ao quebrar a noção fixa de BPMs, como o faz através de algumas das melhores tomadas de caixas – uma ruma de apontamentos ao jungle, footwork e outros estilos de caixas secas – nos últimos anos.